Redação – Posts de Sáude https://postsdesaude.com.br Sat, 10 Jan 2026 18:42:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://postsdesaude.com.br/wp-content/uploads/2026/01/cropped-WhatsApp-Image-2025-12-27-at-14.40.14-1-32x32.png Redação – Posts de Sáude https://postsdesaude.com.br 32 32 Por que algumas pessoas envelhecem ao emagrecer — e como evitar esse efeito durante a perda de peso https://postsdesaude.com.br/2026/01/por-que-algumas-pessoas-envelhecem-ao-emagrecer-e-como-evitar-esse-efeito-durante-a-perda-de-peso/ Tue, 06 Jan 2026 22:27:49 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=156 Por Dr. Kayohara Schoenherr Médico

O processo de emagrecimento nem sempre resulta apenas em um corpo mais leve — em muitos casos, ele também traz um aspecto envelhecido ao rosto e ao corpo. Essa aparência cansada é consequência da combinação entre perda rápida de gordura, redução de massa muscular e queda da sustentação da pele. Quando o peso diminui de forma muito brusca, o corpo não tem tempo para se adaptar: a pele perde apoio, a musculatura atrofia e o colágeno natural — cuja produção já começa a cair a partir dos 25 anos — se reduz ainda mais. Déficits calóricos severos, dieta pobre em proteínas, sedentarismo, inflamação crônica, noites mal dormidas e uso inadequado de medicamentos potencializam esse processo, resultando em flacidez e um rosto mais “derretido”.

Para evitar esse efeito, o emagrecimento precisa seguir critérios médicos e nutricionais. A preservação da massa muscular é prioridade — e isso inclui ingestão proteica adequada (1,6 a 2,2 g/kg por dia), déficit calórico moderado, treino de força de três a cinco vezes por semana e suplementação estratégica quando indicada. Criatina, whey, colágeno, vitamina C, silício orgânico e ômega-3 são recursos valiosos para melhorar firmeza, hidratação e reparação tecidual. Em pacientes com obesidade, síndrome metabólica ou Lipedema, o manejo da inflamação e da resistência à insulina é fundamental para garantir melhor resposta da pele.

A nutrição também é determinante. Uma pele firme depende de colágeno, hidratação adequada e alimentos antioxidantes e anti-inflamatórios. Água, verduras, legumes, peixes gordos, frutas vermelhas, proteínas magras, sementes e azeite ajudam a reconstruir a elasticidade, enquanto ultraprocessados, álcool e açúcar aceleram o envelhecimento.

Recursos dermatológicos complementam o processo e ajudam a manter o aspecto jovem. Bioestimuladores de colágeno, radiofrequência, ultrassom microfocado, drenagem linfática e lasers específicos previnem flacidez e perda de volume. No rosto, skinboosters, bioestimuladores faciais e harmonização estratégica podem devolver naturalidade e sustentação.

Por fim, há um ritmo ideal para emagrecer bem — e não apenas rápido. A recomendação segura é perder entre 0,5% e 1% do peso corporal por semana. Assim, a pele tem tempo de acompanhar as mudanças, há preservação da massa magra e menor risco de efeito sanfona. O objetivo, reforça o médico, é claro: emagrecer com saúde, preservando a vitalidade do corpo e a juventude da pele.

Por Dr. Kayohara SchoenherrMédico

Referência em Nutrologia no Nordeste, atua em Aracaju com foco em emagrecimento saudável, Lipedema e implantes hormonais. Com abordagem científica e humanizada, conduz tratamentos que promovem saúde, autoestima e equilíbrio metabólico. Reconhecido pela excelência nos resultados e constante atualização.

Contatos: @drkayoschoenherr

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Dor Crônica: Quando os Medicamentos Já Não Bastam https://postsdesaude.com.br/2026/01/dor-cronica-quando-os-medicamentos-ja-nao-bastam/ Tue, 06 Jan 2026 22:24:30 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=152 Por Dr. Luiz SeveroNeurocirurgião

A dor crônica, definida como aquela que persiste por mais de três meses, tornou-se uma das principais causas de incapacidade no mundo. Embora muitas vezes tratada apenas como um sintoma, hoje se sabe que, quando persiste, ela deixa de ser um problema localizado e passa a envolver o próprio sistema nervoso. Pacientes que chegam aos consultórios com a pergunta “Por que a dor não vai embora?” revelam a complexidade desse quadro: em muitos casos, os remédios não são suficientes porque não conseguem reverter as alterações cerebrais envolvidas no processo.

Esse fenômeno, chamado sensibilização central, faz com que o cérebro e a medula espinhal entrem em estado de hiperexcitabilidade, reagindo de forma exagerada a estímulos mínimos — e até mesmo na ausência de estímulos. Assim, o tratamento medicamentoso alivia, mas não reprograma o sistema nervoso que sustenta a dor. O impacto é amplo: sono prejudicado, alterações de humor, perda de produtividade, limitações físicas e desgaste emocional. Lombalgias, cefaleias, dores articulares, fibromialgia e dores neuropáticas estão entre os quadros mais frequentes, todos marcados por sofrimento silencioso.

A boa notícia é que a medicina da dor evoluiu. Novas tecnologias e abordagens baseadas em neurociência permitem ir além do controle sintomático. Métodos de neuromodulação — como estimulação vagal, microcorrentes e estimulação transcraniana — atuam diretamente nos circuitos neurais, reduzindo fadiga e melhorando sono e humor. A fotobiomodulação, com LED e laser de alta potência, modula inflamação e acelera reparo tecidual. Ondas de choque (ESWT), terapias regenerativas como PRP e ozonioterapia e tecnologias como o SIS promovem regeneração e analgesia profunda.

Ao lado desses recursos, terapias integrativas reforçam a abordagem moderna: acupuntura, liberação miofascial, Pilates clínico, mindfulness e fitoterapia ajudam a regular o eixo neuroendócrino e a reduzir o estado permanente de alerta do organismo. A ciência confirma que corpo, mente e emoções participam conjuntamente da experiência da dor — e precisam ser tratados em conjunto.

A medicina do futuro, já presente nos centros especializados, une tecnologia, neurociência e cuidado humano para restaurar o equilíbrio do sistema nervoso e devolver ao paciente aquilo que a dor crônica tirou: autonomia, bem-estar e qualidade de vida. Porque viver com dor não é destino — e o alívio é possível quando se olha além dos remédios e compreende a dor em sua profundidade.

Dr. Luiz Severo – Neurocirurgião
Doutor em Neurocirurgia, é professor, escritor e palestrante, além de coordenador do Centro Paraibano de Dor (CEPDOR) e do Centro de Neuromodulação Neuroequilibrium. Reconhecido em Campina Grande e Recife por sua atuação em neurocirurgia funcional, dor e inovação em medicina neurológica, dedica-se a oferecer tratamentos avançados e de alta precisão.

Contatos: @drluizsevero.neurocirurgia.dor | www.drluizsevero.com.br

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Reposição hormonal bioidêntica: nova evidência científica corrige décadas de equívocos e devolve qualidade de vida às mulheres https://postsdesaude.com.br/2026/01/reposicao-hormonal-bioidentica-nova-evidencia-cientifica-corrige-decadas-de-equivocos-e-devolve-qualidade-de-vida-as-mulheres/ Tue, 06 Jan 2026 22:22:45 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=148 Por Dra. Vanessa CairolliGinecologista

A retirada do black box warning dos estrogênios bioidênticos marca uma das maiores revisões de paradigma na saúde da mulher dos últimos 20 anos. A decisão, respaldada por evidências científicas apresentadas por especialistas em reunião com o FDA, corrige um equívoco histórico que afetou gerações de mulheres e comprometeu o ensino médico: a falsa associação entre terapia estrogênica e risco aumentado de câncer de mama.

A origem desse equívoco está no estudo WHI, iniciado com a proposta de ser um grande estudo prospectivo envolvendo mulheres na menopausa. Em 2002, o projeto foi interrompido após resultados preliminares sugerirem aumento do risco relativo de câncer de mama. Porém, como explica a ginecologista Dra. Vanessa Cairolli, o estudo utilizou hormônios que não são os empregados na prática atual: estrógenos derivados de urina de égua prenha (Premarin) combinados a uma progesterona sintética, o acetato de medroxiprogesterona — e não hormônios bioidênticos.

A interrupção precipitada do estudo gerou medo, desinformação e uma queda abrupta na prescrição hormonal. “Foram mais de dez anos de impacto negativo no cuidado à saúde feminina”, afirma Cairolli. Durante esse período, consolidou-se uma lacuna na formação médica: estima-se que, dos cerca de 40 mil ginecologistas no Brasil, menos de 18 mil estejam preparados para tratar adequadamente mulheres na menopausa.

Com base em novas evidências, especialistas mostraram ao FDA que a falta de estrogênio causa danos profundos ao organismo: aumento de três a quatro vezes do risco de doença coronariana e infarto, maior incidência de Alzheimer, surgimento da síndrome metabólica, ganho de gordura visceral, elevação do LDL, além de osteoporose, fraturas graves, incontinência e infecções urinárias recorrentes. “O conceito de célula saudável é estrogênio-dependente”, reforça a médica. Até hoje, não há qualquer estudo que associe hormônios bioidênticos ao aumento de risco de câncer de mama.

A menopausa — oficialmente diagnosticada após 12 meses sem menstruação — já representa, por si só, um ano inteiro de deficiência hormonal absoluta. E as alterações começam antes, com mudanças no ciclo, no sono, no humor e no comportamento. Por isso, quando há sinais de deficiência, a reposição deve ser considerada de forma individualizada e segura.

A reposição hormonal bioidêntica, segundo Cairolli, não oferece risco aumentado quando prescrita corretamente. Em contrapartida, fatores como sobrepeso, estresse, noites mal dormidas, tabagismo e álcool sim elevam significativamente o risco de doenças graves.

Com a estimativa de que 1 bilhão de mulheres estarão na menopausa até 2030, o tema deixa de ser apenas clínico e passa a ser social. Mais do que prolongar a expectativa de vida, trata-se de garantir qualidade, autonomia e saúde. Políticas públicas atualizadas e profissionais preparados são essenciais para acolher as mulheres nessa fase — agora com ciência e segurança a seu favor.

Dra. Vanessa CairolliGinecologista e Obstetra

Formada pela Faculdade de Medicina de Jundiaí, com residência na Maternidade Leonor Mendes de Barros, a médica possui especializações em Nutrologia (ABRAN), Medicina Estética (ASIME), Medicina Ortomolecular e Longevidade Saudável. Sócia-fundadora da Clínica Vanessa Cairolli, coordena uma equipe multidisciplinar dedicada ao cuidado integral da saúde feminina.


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Cirurgia de Catarata: tecnologia, segurança e o momento certo de operar https://postsdesaude.com.br/2026/01/cirurgia-de-catarata-tecnologia-seguranca-e-o-momento-certo-de-operar/ Tue, 06 Jan 2026 22:13:52 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=144 Por Dr. Daniel KamlotMédico Oftalmologista

A catarata continua sendo a principal causa de cegueira reversível no mundo — e justamente por isso o momento de intervir faz toda a diferença. Embora muitos pacientes descubram a catarata ainda em estágio inicial, sem prejuízos relevantes no dia a dia, adiar demais a cirurgia pode levar a uma perda visual significativa. Segundo o Dr. Daniel Kamlot, o critério central para indicação cirúrgica é simples: quando a visão deixa de acompanhar as demandas da rotina, é hora de agir. Se a doença avança, a transparência do cristalino se perde, e o borramento visual persiste mesmo com óculos atualizados.

O avanço tecnológico torna a cirurgia cada vez mais segura e precisa. As incisões na córnea são hoje extremamente pequenas, muitas vezes dispensando suturas. As lentes intraoculares — dobráveis, modernas e altamente personalizáveis — são implantadas através de microincisões e substituem o cristalino opaco por uma lente totalmente translúcida. Com isso, o risco cirúrgico diminui e a recuperação é mais rápida.

Outro ponto que transformou o tratamento é a possibilidade de corrigir erros refrativos durante o procedimento. Pacientes com hipermetropia importante ou com astigmatismo podem receber lentes trifocais ou tóricas, reduzindo (ou até eliminando) a necessidade de óculos no pós-operatório. Em casos selecionados, a cirurgia permite corrigir longe, perto e intermediário, unindo saúde visual e qualidade de vida em um único passo.

Para o paciente, o principal sinal de alerta é quando, mesmo com óculos atualizados, a visão permanece embaçada. Exames específicos confirmam a opacificação do cristalino e orientam a melhor estratégia cirúrgica. Com técnicas refinadas, equipamentos de última geração e lentes cada vez mais inteligentes, a cirurgia de catarata tornou-se um dos procedimentos mais seguros e eficientes da oftalmologia moderna — e, sobretudo, uma oportunidade de recuperar a visão e ganhar independência.

Dr. Daniel Kamlot Médico Oftalmologista

Especialista em retina e vítreo pela USP, atua no atendimento de pacientes de todas as idades com foco em oftalmologia geral e diagnóstico completo da saúde ocular. Referência no tratamento de doenças retinianas, como retinopatia diabética e DMRI, também realiza cirurgias de catarata com implante de lente intraocular.

Contatos:

@drdanielkamlot

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Perdas Gestacionais: causas, riscos e os caminhos para prevenir novos episódios https://postsdesaude.com.br/2026/01/perdas-gestacionais-causas-riscos-e-os-caminhos-para-prevenir-novos-episodios/ Tue, 06 Jan 2026 22:10:58 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=140 Por: Dr. Manoel SarnoMédico Obstetra

As perdas gestacionais recorrentes são um dos desafios mais sensíveis da Medicina Reprodutiva. Para o ginecologista, obstetra e pesquisador Dr. Manoel Sarno, elas raramente têm uma causa única — e compreender essa complexidade é o primeiro passo para prevenir novos episódios. Segundo o especialista, fatores genéticos, alterações uterinas, distúrbios hormonais, condições hematológicas e falhas de tolerância imunológica podem interagir e comprometer a evolução da gestação. “Não se trata de culpa da mulher. É um fenômeno biológico, não emocional ou comportamental”, enfatiza.

Embora a definição clássica considere três perdas consecutivas como critério para investigação, Dr. Sarno defende uma abordagem mais preventiva. Em sua prática, dois abortos já justificam uma avaliação completa — e, dependendo do contexto clínico, até mesmo a primeira perda pode acender um alerta. “Investigar mais cedo reduz sofrimento e aumenta a chance de uma gestação bem-sucedida”, explica.

A investigação é ampla e dividida em quatro eixos. No genético, inclui cariótipo do casal e análise cromossômica do material gestacional — com possibilidade de Exoma quando necessário. No anatômico, utiliza ultrassonografia transvaginal 3D com Doppler e histeroscopia com biópsia. No eixo hormonal e metabólico, avalia tireoide, prolactina, glicemia e insulina. Já no imunológico, área em que é referência no Brasil, analisa anticorpos antifosfolípides, autoanticorpos, citocinas, células NK e marcadores de ativação celular. Dr. Sarno é também o único pesquisador no país autorizado a realizar imunoterapia com linfócitos paternos, um recurso eficaz para casos específicos de aloimunidade.

As opções terapêuticas variam conforme a causa identificada: anticoagulação para trombofilias, correções cirúrgicas para alterações uterinas, ajustes hormonais personalizados e protocolos de imunomodulação para disfunções imunológicas. “Não existe fórmula universal. O tratamento precisa ser individualizado e guiado por evidências”, destaca o especialista.

Além do diagnóstico preciso, o apoio emocional é parte essencial do processo. Dr. Sarno reforça que a combinação entre acolhimento, compreensão da causa e acompanhamento multidisciplinar ajuda a restaurar a confiança do casal — um fator que impacta diretamente o bem-estar e a evolução da futura gestação.

Dr. Manoel Sarno Médico Obstetra

Mestre e Doutor pela UNICAMP, com Pós-Doutorado no King’s College Hospital/Fetal Medicine Foundation, em Londres. Professor Titular de Ginecologia e Obstetrícia da UFBA, destaca-se pela atuação acadêmica, científica e clínica em saúde materno-fetal. Reconhecido nacionalmente, é referência na formação de profissionais e no cuidado especializado.

 Contato:

@prof.dr.manoelsarno

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Perdas Gestacionais: O Silêncio, a Dor e os Caminhos de Acolhimento na Saúde da Mulher https://postsdesaude.com.br/2026/01/perdas-gestacionais-o-silencio-a-dor-e-os-caminhos-de-acolhimento-na-saude-da-mulher/ Tue, 06 Jan 2026 22:08:39 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=136 Por: Dr. Caio BruzacaGeneticista

A perda gestacional é um evento profundamente doloroso e, ao mesmo tempo, cercado de silêncio. Muitas mulheres e casais enfrentam esse luto sem saber exatamente o que aconteceu — um cenário comum, já que mais da metade dos casos não possui causa definida. Segundo o Dr. Caio Bruzaca, as perdas podem estar relacionadas a fatores genéticos do casal, trombofilias, alterações hormonais e anomalias uterinas. Entretanto, quando não há investigação estruturada, especialmente da genética do bebê, o diagnóstico permanece inconclusivo, ampliando a angústia emocional.

A identificação da causa exige uma avaliação criteriosa. O primeiro passo costuma ser a investigação genética, realizada com o apoio de um especialista em genética médica. Exames simples de sangue podem apontar alterações importantes, como distúrbios de coagulação, alterações hormonais ou indícios de fatores imunológicos. Em alguns casos, o cariótipo com banda G do casal também é essencial para avaliar possíveis incompatibilidades cromossômicas. Esses exames ajudam a direcionar o tratamento e reduzem a insegurança sobre futuras gestações.

Para mulheres que passam por perdas gestacionais recorrentes, o processo diagnóstico é amplo, mas pouco invasivo. A maior parte dos exames é feita via coleta de sangue e não exige jejum, podendo ser realizada a qualquer momento. Após identificar a causa — ou ao menos reduzir as incertezas — é possível traçar um plano terapêutico adequado. Sem essa etapa, qualquer tentativa de tratamento se torna imprecisa, o que reforça a importância da investigação completa.

O impacto emocional é imenso e não pode ser subestimado. “Não medimos dor ou luto por idade gestacional; todo bebê importa”, enfatiza o Dr. Bruzaca. Esse entendimento reforça a necessidade de um atendimento verdadeiramente humanizado, no qual acolhimento, escuta ativa e validação do sofrimento são parte essencial da prática médica. O cuidado emocional não pode ser secundário — deve caminhar lado a lado com o diagnóstico.

As possibilidades de tratamento hoje são amplas e personalizadas. Em casos de fatores genéticos, a reprodução assistida com testes genéticos de embriões pode reduzir riscos. Para pacientes com trombofilias, o uso de anticoagulantes pode ser determinante. Já nos quadros relacionados à fase lútea, tireoide ou outras alterações hormonais, a reposição específica é capaz de restaurar o equilíbrio necessário para a gestação. Cada causa exige uma abordagem própria — e é essa individualização que aumenta as chances de sucesso.

Mais do que respostas médicas, casais que enfrentam perdas gestacionais precisam de acolhimento, informação e um plano de cuidado que respeite sua história. Com diagnóstico adequado e acompanhamento humanizado, é possível reconstruir caminhos e retomar o sonho da maternidade com segurança e esperança.

Dr. Caio Bruzaca Geneticista
Médico com atuação em São Paulo e atendimento em todo o Brasil via telemedicina, especializado em Genética Médica Reprodutiva. Realiza aconselhamento genético para casais com histórico de perdas gestacionais, consanguinidade e reprodução assistida, além de acompanhar casos de síndromes genéticas, autismo, doenças raras e suspeita de câncer hereditário. Promove prevenção, diagnóstico preciso e orientação personalizada.

Contato:

@dr.caiobruzaca.

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Relação médico-paciente: o elo que redefine diagnósticos, adesão e resultados em saúde https://postsdesaude.com.br/2026/01/relacao-medico-paciente-o-elo-que-redefine-diagnosticos-adesao-e-resultados-em-saude/ Tue, 06 Jan 2026 22:05:48 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=132 Por Dr. Osvaldo SimonelliAdvogado

A qualidade da relação entre médico e paciente é um dos pilares mais importantes da medicina moderna. Respeito, confiança e ética formam a base dessa parceria, influenciando diretamente o diagnóstico, a adesão ao tratamento e os desfechos clínicos. Quando esses elementos são valorizados por ambas as partes, cria-se um ambiente favorável para decisões mais acertadas e resultados mais positivos. Para isso, o médico deve tratar cada paciente de forma individualizada — mesmo diante da rotina corrida — enquanto o paciente precisa reconhecer que o profissional é quem detém o conhecimento técnico necessário para conduzir o cuidado.

Na era digital, o excesso de informação tornou-se um desafio adicional. Pacientes chegam aos consultórios munidos de pesquisas feitas na internet e muitas vezes acreditam já saber o diagnóstico ou o tratamento ideal. Surge, então, um novo perfil: o “cybercondríaco”, que pode dificultar o vínculo e gerar ruídos na comunicação. Cabe ao médico acolher essas dúvidas com clareza e embasamento científico, e ao paciente compreender que a internet não substitui a consulta médica.

Esse cenário reforça a importância da participação ativa do paciente nas decisões sobre sua saúde. A relação antes verticalizada torna-se, hoje, mais horizontal, com decisões compartilhadas. O médico continua sendo a principal referência técnica, mas deve oferecer informações suficientes para que o paciente compreenda riscos, benefícios e alternativas, tornando o processo mais transparente e colaborativo.

Entretanto, aplicar a chamada “consulta humanizada” ainda é um desafio. A judicialização da saúde e a perda de confiança, potencializada pela circulação de informações imprecisas, fazem muitos profissionais adotarem uma postura defensiva. Nos sistemas público e conveniados, a sobrecarga de atendimentos e a falta de estrutura também prejudicam o tempo e a qualidade da consulta, criando um ambiente desfavorável para o cuidado centrado no paciente.

Empatia, escuta ativa e transparência são ferramentas essenciais para evitar conflitos, medicalização excessiva e tratamentos inadequados. Quando médico e paciente se reconhecem como parceiros com um objetivo comum — a cura — a comunicação se torna mais assertiva, os erros diminuem e os resultados melhoram. Em muitos casos, o diagnóstico não está apenas nos exames, mas na conversa sincera que fortalece o elo que sustenta toda a prática médica.

Dr.Osvaldo SimonelliAdvogado

Especialista em Direito Médico e da Saúde desde 2000, é mestre em Ciências da Saúde, autor do livro Direito Médico e professor reconhecido nacionalmente. Com ampla experiência na defesa e orientação jurídica de profissionais e instituições, une rigor técnico e atuação acadêmica para fortalecer a segurança e a ética nas relações médico-paciente.

Contatos:

@osvaldo_simonelli

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Sem Bariátrica: as alternativas seguras e eficazes para perder peso https://postsdesaude.com.br/2026/01/sem-bariatrica-as-alternativas-seguras-e-eficazes-para-perder-peso/ Tue, 06 Jan 2026 22:01:58 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=126 Por Dr. Jimi Scarparo Gastroenterologista e Endoscopista

Com o avanço dos tratamentos contra a obesidade, muitos pacientes têm buscado caminhos eficazes para emagrecer sem recorrer à cirurgia bariátrica. Segundo o gastroenterologista e endoscopista Dr. Jimi Scarparo, a decisão não é apenas uma escolha do paciente, mas uma análise médica fundamentada no grau da doença e no risco-benefício de cada abordagem.

Para quem tem sobrepeso, ajustes no estilo de vida — alimentação, atividade física e, eventualmente, medicamentos — podem ser suficientes. Já casos de obesidade grau I e II sem comorbidades podem se beneficiar de procedimentos endoscópicos minimamente invasivos, como o balão gástrico e a gastroplastia endoscópica. Quando há comorbidades associadas, como diabetes, apneia do sono ou hipertensão, a bariátrica se torna o método mais eficaz. Em obesidade grau III, ela é praticamente mandatória.

Ainda assim, muitos pacientes resistem à cirurgia. Para esses casos, a combinação de métodos vem ganhando espaço. A associação entre a gastroplastia endoscópica e medicamentos modernos — especialmente a tirzepatida — pode atingir resultados próximos aos da bariátrica, embora o custo do tratamento seja um fator limitante.

Os agonistas de GLP-1, como liraglutida e semaglutida, e os duplo ou triplo agonistas representam uma revolução no tratamento clínico da obesidade. Eles aumentam a saciedade, reduzem o apetite, controlam compulsões e promovem queima de gordura visceral, além de efeitos cardíacos e hepáticos protetores. Usados corretamente, podem proporcionar até 20% de perda de peso corporal.

Mesmo assim, mudanças de estilo de vida seguem sendo a base de qualquer tratamento — mas raramente alcançam sozinhas resultados comparáveis aos 30% a 40% de perda de peso proporcionados pela cirurgia bariátrica.

Para entender por que alguns pacientes não conseguem emagrecer, é necessária uma avaliação completa: aspectos emocionais, hábitos, profissão, genética, comorbidades e histórico de tentativas anteriores. O acompanhamento multidisciplinar é essencial.

A definição entre alternativas clínicas e cirurgia exige análise cuidadosa. Segundo Scarparo, quem precisa perder até 20% do peso ainda pode apostar em métodos clínicos. Acima de 30%, a bariátrica é a via mais segura. Já quem está na faixa intermediária deve ser avaliado individualmente para uma indicação precisa e responsável.

Dr. Jimi ScarparoGastroenterologista e Endoscopista
Médico especializado em endoscopia e diretor técnico da Clínica e Hospital Dia Scarparo Scopia, é membro da SOBED, FBG e SBCBM. Atua com métodos minimamente invasivos no combate à obesidade, promovendo perda de peso segura e sustentável.


Contatos: @dr.jimiscarparo | www.drjimiscarparo.com

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Canetas emagrecedoras: A exigência no acompanhamento e foco na preservação da massa magra https://postsdesaude.com.br/2026/01/canetas-emagrecedoras-a-exigencia-no-acompanhamento-e-foco-na-preservacao-da-massa-magra/ Tue, 06 Jan 2026 21:28:15 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=120 Por Dr. Túlio Santos de MedeirosGastroenterologista e Endoscopista

O uso das chamadas “canetas emagrecedoras” tem crescido no Brasil como alternativa para acelerar a perda de peso. Porém, além da rapidez nos resultados, é preciso atenção aos impactos metabólicos e estruturais do corpo — especialmente na preservação da massa muscular. O alerta é do gastroenterologista Dr. Túlio Medeiros, em entrevista ao Doutor TV, onde destacou que emagrecer não é apenas reduzir números na balança, mas perder gordura mantendo a musculatura.

Segundo o médico, medicamentos como a tirzepatida — uma das substâncias utilizadas nas canetas — promovem forte saciedade, diminuindo a ingestão de alimentos e levando à perda calórica significativa. Entretanto, quando não há consumo adequado de proteínas e prática de exercícios de força, o corpo utiliza o músculo como fonte de energia, reduzindo a massa magra. “Precisamos monitorar a evolução do paciente para garantir que ele perca gordura, e não músculo. A massa muscular é determinante para saúde, metabolismo e longevidade”, afirmou.

O especialista reforçou que a abordagem ideal combina acompanhamento multidisciplinar, nutrição adequada e prática de musculação. A atividade física, explicou, é o fator que permite preservar — e até aumentar — o músculo ao longo do tratamento. Isso se torna essencial não apenas para o processo de emagrecimento, mas também para evitar o efeito sanfona, caracterizado por ciclos repetitivos de perda e ganho de peso. “O músculo é metabolicamente ativo: quanto maior a massa muscular, maior o gasto energético e mais fácil manter o peso conquistado”, destacou.

Dr. Túlio também chamou atenção para a importância do acompanhamento médico durante todo o processo, incluindo o desmame gradual da medicação após a perda de peso. Sem essa transição, o risco de reganho é elevado, levando a efeitos metabólicos negativos. “No efeito sanfona, o paciente perde gordura e músculo, mas quando recupera o peso, ele só ganha gordura. Isso reduz o metabolismo e aumenta a dificuldade para emagrecer novamente”, explicou.

Com a recente necessidade de prescrição médica para compra das canetas, o especialista vê avanço na segurança do tratamento. “Canetas e medicamentos não são solução isolada, e sim ferramentas para impulsionar a mudança de estilo de vida. O que emagrece de verdade é comportamento”, concluiu.

A entrevista completa está disponível no Doutor TV, com vídeos diários e informações confiáveis sobre saúde, bem-estar e qualidade de vida.

Dr. Túlio Santos de MedeirosGastroenterologista e Endoscopista

Formado pela UFPB e com especializações pela IPEMED, Hospital Nove de Julho/Ipiranga e Hospital Israelita Albert Einstein. Detentor de títulos reconhecidos pela SOBED e AMB, possui ampla experiência em doenças funcionais e manometria do aparelho digestivo. Com MBA em gestão de saúde pela FGV, une técnica, precisão e visão estratégica no cuidado ao paciente.

Contato:

@drtuliomedeiros.

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