Ginecologista – Posts de Sáude https://postsdesaude.com.br Mon, 16 Mar 2026 17:13:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://postsdesaude.com.br/wp-content/uploads/2026/01/cropped-WhatsApp-Image-2025-12-27-at-14.40.14-1-32x32.png Ginecologista – Posts de Sáude https://postsdesaude.com.br 32 32 Oncofertilidade: preservando a fertilidade após o diagnóstico de câncer https://postsdesaude.com.br/2026/03/oncofertilidade-preservando-a-fertilidade-apos-o-diagnostico-de-cancer/ https://postsdesaude.com.br/2026/03/oncofertilidade-preservando-a-fertilidade-apos-o-diagnostico-de-cancer/#respond Mon, 16 Mar 2026 17:13:01 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=299 Reflexões sobre reprodução, planejamento e esperança diante de um momento delicado

Receber o diagnóstico de câncer costuma trazer muitas dúvidas e inseguranças. Para pacientes jovens, uma preocupação frequentemente aparece junto com o impacto inicial da notícia: será que ainda será possível ter filhos no futuro?

Essa é uma pergunta legítima e cada vez mais presente nos consultórios. Felizmente, os avanços da medicina reprodutiva permitem que essa questão seja discutida com mais esperança e planejamento. A oncofertilidade surge justamente nesse cenário, como uma área da medicina dedicada a preservar a fertilidade de pacientes que precisarão passar por tratamentos contra o câncer.

O objetivo é simples, mas profundamente significativo: permitir que, após superar a doença, a pessoa ainda tenha a possibilidade de construir sua família.

A importância de conversar sobre fertilidade desde o início

Quando o diagnóstico de câncer acontece, a prioridade absoluta é o tratamento da doença. No entanto, sempre que possível, é fundamental que a preservação da fertilidade também faça parte da conversa inicial entre médico e paciente.

Isso porque algumas terapias oncológicas podem afetar diretamente a produção de óvulos ou espermatozoides. Em determinados casos, esse impacto pode ser temporário, mas em outros pode levar à infertilidade permanente.

Por esse motivo, o ideal é que o paciente seja orientado antes do início do tratamento. Dessa forma, ele pode entender os riscos envolvidos e avaliar as alternativas disponíveis para preservar seu potencial reprodutivo.

O papel da equipe multidisciplinar

A oncofertilidade exige uma abordagem integrada. Oncologistas, especialistas em reprodução assistida, psicólogos e equipes de enfermagem trabalham juntos para oferecer suporte médico e emocional ao paciente.

Esse acolhimento é essencial, pois o momento do diagnóstico costuma ser marcado por muitas decisões importantes. Informar, orientar e oferecer opções faz parte do cuidado integral com a saúde do paciente.

Mais do que uma questão técnica, trata-se também de respeitar projetos de vida e sonhos que muitas vezes ainda estão em construção.

Congelamento de gametas: uma das principais estratégias

Entre as alternativas mais utilizadas para preservar a fertilidade está o congelamento de gametas — óvulos no caso das mulheres e espermatozoides no caso dos homens.

Para os homens, o processo costuma ser mais simples e rápido, sendo possível coletar e armazenar o sêmen antes do início do tratamento oncológico.

Já para as mulheres, o procedimento envolve uma etapa de estimulação ovariana para que múltiplos óvulos possam ser coletados e congelados. Esses óvulos ficam armazenados em laboratório e podem ser utilizados futuramente em tratamentos de reprodução assistida.

Em situações em que já existe um parceiro ou parceira, também pode ser possível realizar a fertilização em laboratório e congelar embriões.

Cada caso precisa ser avaliado individualmente

Nem todos os pacientes terão as mesmas opções disponíveis. O tipo de câncer, o tratamento indicado, o tempo disponível antes do início da terapia e as condições clínicas da pessoa influenciam diretamente na decisão.

Em alguns casos, por exemplo, o tratamento oncológico precisa começar imediatamente, o que pode limitar as possibilidades de preservação da fertilidade. Em outros, determinados tumores não permitem o uso de hormônios necessários para estimular a ovulação.

Por isso, a avaliação individualizada é essencial para definir o melhor caminho.

A possibilidade de gravidez após o tratamento

Uma dúvida frequente entre pacientes é se será possível engravidar depois de concluir o tratamento contra o câncer.

Na maioria das situações, sim. Após um período considerado seguro pelo oncologista — conhecido como tempo livre de doença — muitas mulheres podem tentar engravidar utilizando os óvulos preservados ou até mesmo de forma espontânea, dependendo do caso.

Em outras situações específicas, pode ser necessário recorrer a técnicas adicionais da reprodução assistida.

Preservar o futuro também faz parte do cuidado

A medicina tem avançado não apenas no tratamento do câncer, mas também na qualidade de vida dos pacientes após a doença. Preservar a fertilidade faz parte desse cuidado ampliado.

Falar sobre oncofertilidade não significa diminuir a importância do tratamento oncológico. Pelo contrário. Significa olhar para o futuro com responsabilidade, planejamento e sensibilidade.

Para muitos pacientes, saber que existe a possibilidade de construir uma família após superar a doença representa não apenas uma opção médica, mas também uma importante fonte de esperança.

Dr. Alessandro Schuffner – Ginecologista e Especialista em Reprodução Assistida

Mestre em Medicina Interna e formado internacionalmente no renomado Jones Institute (EUA). Diretor da Conceber, destaca-se em laparoscopia e em estudos sobre a qualidade funcional dos espermatozoides, sendo referência nacional em medicina reprodutiva. Com mais de duas décadas de atuação, une ciência, experiência clínica e pesquisa avançada.

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Hormônios na menopausa: o que muda no corpo da mulher https://postsdesaude.com.br/2026/03/hormonios-na-menopausa-o-que-muda-no-corpo-da-mulher-2/ Fri, 06 Mar 2026 14:47:43 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=248 A menopausa é uma fase natural da vida feminina, mas que ainda gera muitas dúvidas e impactos significativos na saúde e na qualidade de vida das mulheres. Longe de ser apenas um marco do fim do período reprodutivo, a menopausa representa uma transição hormonal complexa, que envolve alterações metabólicas, físicas, emocionais e comportamentais, exigindo acompanhamento médico individualizado e baseado em ciência.

Na prática clínica, é comum acompanhar mulheres que chegam ao consultório relatando cansaço persistente, alterações de humor, distúrbios do sono, queda da libido e perda da disposição para as atividades do dia a dia. Esses sintomas não surgem por acaso: estão diretamente relacionados à redução progressiva dos hormônios femininos ao longo dessa fase.

Quais hormônios entram em queda na menopausa

Durante a menopausa e, muitas vezes, já na fase de transição menopausal, ocorre uma diminuição importante de hormônios essenciais para o equilíbrio do organismo feminino. O principal deles é o estrogênio, mas também há queda significativa da progesterona e da testosterona.

Esses hormônios exercem funções fundamentais no corpo da mulher, atuando na saúde óssea, muscular, cardiovascular, metabólica e neurológica. A deficiência hormonal pode favorecer o desenvolvimento de osteoporose, sarcopenia (perda de massa muscular), alterações do sono, mudanças de humor e aumento do risco de doenças crônicas como hipertensão e diabetes.

Impactos físicos, emocionais e na vida sexual

As alterações hormonais da menopausa vão muito além dos conhecidos fogachos. Muitas mulheres apresentam perda de energia, dificuldade de concentração, irritabilidade e redução do desejo sexual, o que pode impactar não apenas a autoestima, mas também os relacionamentos e a dinâmica familiar.

Em alguns casos, esses sintomas são confundidos com quadros de depressão ou ansiedade. Quando isso acontece, a mulher pode acabar sendo tratada apenas com medicamentos para o humor ou para o sono, sem que a verdadeira causa — a deficiência hormonal — seja abordada de forma adequada.

A importância do acompanhamento desde a transição menopausal

Um ponto fundamental no cuidado com a mulher é compreender que o acompanhamento não deve começar apenas após a menopausa instalada. Existe um período anterior, chamado de transição menopausal, geralmente iniciado por volta dos 40 anos, quando os níveis hormonais já começam a cair e os primeiros sintomas surgem.

Identificar essas mudanças precocemente permite uma abordagem mais eficaz, reduzindo impactos negativos e preservando a saúde e a qualidade de vida ao longo do envelhecimento.

Terapia de reposição hormonal: cuidado individualizado

A terapia de reposição hormonal tem como objetivo restabelecer, de forma equilibrada, os hormônios que o organismo deixou de produzir. Atualmente, utilizamos principalmente os chamados hormônios bioidênticos, que apresentam estrutura molecular semelhante à dos hormônios produzidos naturalmente pelo corpo.

Antes de iniciar qualquer tratamento, é indispensável uma avaliação clínica detalhada, com exames hormonais, laboratoriais e de imagem. A reposição não segue um padrão único: cada mulher possui necessidades específicas, e o tratamento deve ser cuidadosamente individualizado.

A terapia pode ser realizada por diferentes vias, como géis, comprimidos ou implantes hormonais, sempre com acompanhamento médico regular para ajustes e manutenção dos resultados.

Menopausa é saúde, longevidade e qualidade de vida

Quando bem conduzido, o tratamento da menopausa vai muito além do alívio dos sintomas imediatos. Mesmo pequenas correções hormonais podem proporcionar ganhos importantes na saúde, como melhora do sono, da disposição, da saúde óssea e muscular, além de contribuir para a prevenção de doenças crônicas.

A menopausa não deve ser encarada como o fim de uma etapa, mas como uma nova fase da vida que pode ser vivida com equilíbrio, vitalidade e bem-estar.

A importância do acompanhamento contínuo

Assim como outras condições crônicas, a menopausa exige acompanhamento a longo prazo. Nenhuma estratégia isolada é suficiente para garantir resultados duradouros.

Por isso, a abordagem ideal é multidisciplinar, envolvendo acompanhamento médico especializado, hábitos de vida saudáveis, alimentação adequada, atividade física regular e atenção à saúde emocional. O objetivo não é apenas aliviar sintomas, mas promover saúde, longevidade e qualidade de vida ao longo dos anos.

As ferramentas terapêuticas existem e evoluíram significativamente. O mais importante é utilizá-las com responsabilidade, embasamento científico e cuidado individualizado, respeitando a singularidade de cada mulher.

Dra. Maria Christina Dias – Ginecologista

Médica formada pela FAMERP em 1988, com residência e título em Ginecologia e Obstetrícia. Possui pós-graduação em Cirurgia do Prolapso Genital e Medicina Integrativa. É criadora do Método Golden Slim para emagrecimento e do Protocolo Lipoless para tratamento do lipedema. Estudiosa de hormonologia e longevidade, atua com foco em saúde integral da mulher.

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Gravidez tardia: por que os casais estão deixando para ter filhos mais tarde e como preservar a fertilidade https://postsdesaude.com.br/2026/02/gravidez-tardia-por-que-os-casais-estao-deixando-para-ter-filhos-mais-tarde-e-como-preservar-a-fertilidade/ https://postsdesaude.com.br/2026/02/gravidez-tardia-por-que-os-casais-estao-deixando-para-ter-filhos-mais-tarde-e-como-preservar-a-fertilidade/#respond Fri, 27 Feb 2026 13:57:45 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=244 A gravidez tardia — considerada aquela que ocorre após os 35 anos — é um fenômeno cada vez mais frequente. No entanto, ao contrário do que muitos imaginam, essa mudança não está relacionada a uma alteração fisiológica coletiva, mas principalmente a transformações sociais e culturais.

Na prática clínica, o que observamos é que homens e mulheres não deixaram de desejar filhos. O que mudou foi o momento escolhido para isso. Diferentemente de 30 ou 40 anos atrás, quando a maternidade acontecia com maior frequência aos 20 e poucos anos, hoje a prioridade muitas vezes está na formação acadêmica, consolidação profissional, estabilidade financeira e amadurecimento pessoal.

O fator social e o impacto do tempo biológico

A decisão de adiar a maternidade é legítima. No entanto, o organismo feminino continua obedecendo ao seu tempo biológico. A idade permanece sendo o principal fator que influencia a fertilidade.

A mulher nasce com uma reserva ovariana determinada. Com o passar dos anos, há redução progressiva tanto da quantidade quanto da qualidade dos óvulos. Após os 35 anos, essa queda se torna mais acentuada e, aos 40, as taxas de gravidez espontânea diminuem significativamente, além de aumentar o risco de alterações cromossômicas.

Nos homens, embora o impacto seja mais gradual, também ocorre redução da qualidade espermática ao longo do tempo.

Por isso, quando o projeto de ter filhos é adiado, o planejamento precisa começar antes mesmo da tentativa de engravidar.

Avaliação pré-concepcional: a decisão começa com informação

Um dos pontos mais importantes é que a avaliação da fertilidade não deve ser feita apenas quando o casal decide engravidar. Mesmo sem intenção imediata de ter filhos, é possível investigar o potencial reprodutivo.

Exames hormonais e ultrassonografia avaliam a reserva ovariana feminina. No homem, o espermograma permite analisar a qualidade do sêmen. Esses exames oferecem uma estimativa sobre as chances futuras e ajudam a definir se é possível aguardar ou se é recomendável adotar estratégias de preservação.

Essa conduta evita um cenário comum no consultório: pacientes que desejam engravidar mais tarde, mas descobrem que a fertilidade já está comprometida.

Congelamento de óvulos e espermatozoides: um “seguro” reprodutivo

A preservação da fertilidade por meio do congelamento de óvulos ou espermatozoides é uma ferramenta estratégica da medicina reprodutiva moderna.

O ideal é que o congelamento de óvulos seja realizado antes dos 35–38 anos, quando a qualidade ainda é mais favorável. No caso dos homens, o congelamento pode ser considerado inclusive antes de procedimentos como a vasectomia, já que decisões consideradas definitivas podem não refletir planos futuros.

Costumo explicar que o congelamento funciona como um backup. Muitas vezes ele não será utilizado, mas garante uma possibilidade caso o cenário mude — seja por decisão pessoal, mudança de relacionamento ou simples amadurecimento do desejo de ter filhos.

Idade, hábitos e responsabilidade reprodutiva

Embora a idade seja o fator de maior impacto, hábitos saudáveis também influenciam a fertilidade. Atividade física regular, alimentação equilibrada, controle do estresse, evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool são medidas que ajudam a preservar a saúde reprodutiva.

Ainda assim, nenhum hábito saudável é capaz de interromper completamente o efeito do tempo sobre os óvulos. Por isso, planejamento é fundamental.

Planejar hoje para evitar frustrações amanhã

A gravidez tardia é uma realidade da sociedade moderna. Ela não deve ser encarada como um problema, mas como uma decisão que exige estratégia.

A medicina reprodutiva evoluiu e oferece alternativas eficazes. No entanto, o melhor caminho continua sendo a informação antecipada. Avaliar a fertilidade antes da necessidade imediata permite que homens e mulheres tomem decisões conscientes, preservem possibilidades e evitem limitações futuras.

Adiar a maternidade é uma escolha. Planejar essa escolha é uma responsabilidade.

Dr. Alessandro Schuffner – Ginecologista e Especialista em Reprodução Assistida

Mestre em Medicina Interna e formado internacionalmente no renomado Jones Institute (EUA). Diretor da Conceber, destaca-se em laparoscopia e em estudos sobre a qualidade funcional dos espermatozoides, sendo referência nacional em medicina reprodutiva. Com mais de duas décadas de atuação, une ciência, experiência clínica e pesquisa avançada.

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Menopausa: como essa fase impacta a mente e a longevidade da mulher https://postsdesaude.com.br/2026/02/menopausa-como-essa-fase-impacta-a-mente-e-a-longevidade-da-mulher/ Fri, 27 Feb 2026 13:52:34 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=240 A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, mas ainda cercada de dúvidas, medos e desinformação. Durante muito tempo, esse período foi associado apenas ao fim da menstruação. Hoje, a medicina entende que a menopausa vai muito além disso, impactando diretamente a saúde mental, a disposição, o envelhecimento e a longevidade feminina.

As alterações hormonais não acontecem de forma repentina. Elas começam antes da menopausa propriamente dita, no período conhecido como climatério. Muitas mulheres percebem mudanças no ciclo menstrual, como irregularidade, atrasos ou fluxos diferentes, sem associar esses sinais a um processo hormonal mais amplo.

O papel dos hormônios na saúde da mente e do corpo

O estrogênio é um hormônio fundamental para o funcionamento saudável do organismo feminino. Ele atua não apenas no sistema reprodutivo, mas também no cérebro, nos vasos sanguíneos, nos ossos, nos músculos e no metabolismo como um todo.

Quando ocorre a queda progressiva desse hormônio, o corpo sente. Alterações no sono, lapsos de memória, dificuldade de concentração, ansiedade, irritabilidade e queda de energia são queixas frequentes. A saúde mental é uma das áreas mais impactadas, muitas vezes de forma silenciosa, afetando o desempenho profissional, os relacionamentos e a qualidade de vida.

Menopausa não é um evento, é um processo

Um dos grandes equívocos em relação à menopausa é esperar que a menstruação cesse por completo para buscar ajuda. Do ponto de vista médico, esse atraso pode permitir que prejuízos importantes já estejam instalados, como perda de massa muscular, redução da densidade óssea, alterações cognitivas e maior risco cardiovascular.

A menopausa não acontece em uma data específica. Ela é um processo contínuo, que varia de mulher para mulher, influenciado por fatores como genética, estilo de vida, alimentação, sono e nível de atividade física. Por isso, não existe uma idade exata para o início das alterações hormonais.

Reposição hormonal e longevidade saudável

A reposição hormonal, quando bem indicada e acompanhada por um especialista, pode ser uma grande aliada na promoção da saúde e da longevidade. Ao contrário do que muitos mitos ainda sugerem, trata-se de uma abordagem segura, personalizada e baseada em evidências científicas atuais.

O objetivo não é apenas aliviar sintomas, mas preservar a saúde das células, proteger o cérebro, o sistema cardiovascular, os ossos e a musculatura, permitindo que a mulher viva mais e, principalmente, viva melhor.

Estilo de vida: um pilar fundamental

Nenhum tratamento funciona de forma isolada. A reposição hormonal deve caminhar junto com mudanças no estilo de vida. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono de qualidade e controle do estresse são fatores que potencializam os resultados e ajudam a atravessar essa fase com mais conforto e equilíbrio.

A medicina moderna olha para a mulher de forma integral, respeitando sua individualidade e suas necessidades em cada fase da vida.

Envelhecer com saúde, autonomia e bem-estar

A expectativa de vida aumentou, e com ela surge um novo desafio: envelhecer com qualidade. A menopausa não precisa ser sinônimo de perda, sofrimento ou limitação. Com informação correta, acompanhamento médico e escolhas conscientes, é possível atravessar essa fase com vitalidade, clareza mental e bem-estar.

Cuidar da menopausa é cuidar do presente e do futuro da mulher. É um investimento em saúde, autonomia e longevidade.

Dra. Vanessa Cairolli – Ginecologista

Formada pela Faculdade de Medicina de Jundiaí, com residência na Maternidade Leonor Mendes de Barros, a médica possui especializações em Nutrologia (ABRAN), Medicina Estética (ASIME), Medicina Ortomolecular e Longevidade Saudável. Sócia-fundadora da Clínica Vanessa Cairolli, coordena uma equipe multidisciplinar dedicada ao cuidado integral da saúde feminina.

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Hormônios na menopausa: o que muda no corpo da mulher  https://postsdesaude.com.br/2026/01/hormonios-na-menopausa-o-que-muda-no-corpo-da-mulher/ Thu, 29 Jan 2026 06:56:55 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=209 A menopausa é uma fase natural da vida feminina, mas que ainda gera muitas dúvidas e impactos significativos na saúde e na qualidade de vida das mulheres. Longe de ser apenas um marco do fim do período reprodutivo, a menopausa representa uma transição hormonal complexa, que envolve alterações metabólicas, físicas, emocionais e comportamentais, exigindo acompanhamento médico individualizado e baseado em ciência. 

Na prática clínica, é comum acompanhar mulheres que chegam ao consultório relatando cansaço persistente, alterações de humor, distúrbios do sono, queda da libido e perda da disposição para as atividades do dia a dia. Esses sintomas não surgem por acaso: estão diretamente relacionados à redução progressiva dos hormônios femininos ao longo dessa fase. 

Quais hormônios entram em queda na menopausa 

Durante a menopausa e, muitas vezes, já na fase de transição menopausal, ocorre uma diminuição importante de hormônios essenciais para o equilíbrio do organismo feminino. O principal deles é o estrogênio, mas também há queda significativa da progesterona e da testosterona. 

Esses hormônios exercem funções fundamentais no corpo da mulher, atuando na saúde óssea, muscular, cardiovascular, metabólica e neurológica. A deficiência hormonal pode favorecer o desenvolvimento de osteoporose, sarcopenia (perda de massa muscular), alterações do sono, mudanças de humor e aumento do risco de doenças crônicas como hipertensão e diabetes. 

Impactos físicos, emocionais e na vida sexual 

As alterações hormonais da menopausa vão muito além dos conhecidos fogachos. Muitas mulheres apresentam perda de energia, dificuldade de concentração, irritabilidade e redução do desejo sexual, o que pode impactar não apenas a autoestima, mas também os relacionamentos e a dinâmica familiar. 

Em alguns casos, esses sintomas são confundidos com quadros de depressão ou ansiedade. Quando isso acontece, a mulher pode acabar sendo tratada apenas com medicamentos para o humor ou para o sono, sem que a verdadeira causa — a deficiência hormonal — seja abordada de forma adequada. 

A importância do acompanhamento desde a transição menopausal 

Um ponto fundamental no cuidado com a mulher é compreender que o acompanhamento não deve começar apenas após a menopausa instalada. Existe um período anterior, chamado de transição menopausal, geralmente iniciado por volta dos 40 anos, quando os níveis hormonais já começam a cair e os primeiros sintomas surgem. 

Identificar essas mudanças precocemente permite uma abordagem mais eficaz, reduzindo impactos negativos e preservando a saúde e a qualidade de vida ao longo do envelhecimento. 

Terapia de reposição hormonal: cuidado individualizado 

A terapia de reposição hormonal tem como objetivo restabelecer, de forma equilibrada, os hormônios que o organismo deixou de produzir. Atualmente, utilizamos principalmente os chamados hormônios bioidênticos, que apresentam estrutura molecular semelhante à dos hormônios produzidos naturalmente pelo corpo. 

Antes de iniciar qualquer tratamento, é indispensável uma avaliação clínica detalhada, com exames hormonais, laboratoriais e de imagem. A reposição não segue um padrão único: cada mulher possui necessidades específicas, e o tratamento deve ser cuidadosamente individualizado. 

A terapia pode ser realizada por diferentes vias, como géis, comprimidos (hoje pouco utilizados devido efeitos indesejáveis no fígado) ou implantes hormonais, sempre com acompanhamento médico regular para ajustes e observação dos resultados. 

Menopausa é saúde, longevidade e qualidade de vida 

Quando bem conduzido, o tratamento da menopausa vai muito além do alívio dos sintomas imediatos. Mesmo pequenas correções hormonais podem proporcionar ganhos importantes na saúde, como melhora do sono, da disposição, da saúde óssea e muscular, além de contribuir para a prevenção de doenças crônicas. 

A menopausa não deve ser encarada como o fim de uma etapa, mas como uma nova fase da vida que pode ser vivida com equilíbrio, vitalidade e bem-estar. 

A importância do acompanhamento contínuo 

Assim como outras condições crônicas, a menopausa exige acompanhamento a longo prazo. Nenhuma estratégia isolada é suficiente para garantir resultados duradouros. 

Por isso, a abordagem ideal é multidisciplinar, envolvendo acompanhamento médico especializado, hábitos de vida saudáveis, alimentação adequada, atividade física regular e atenção à saúde emocional. O objetivo não é apenas aliviar sintomas, mas promover saúde, longevidade e qualidade de vida ao longo dos anos. 

As ferramentas terapêuticas existem e evoluíram significativamente. O mais importante é utilizá-las com responsabilidade, embasamento científico e cuidado individualizado, respeitando a singularidade de cada mulher. 

Dra. Maria Christina Dias – Ginecologista  
 
Médica formada pela FAMERP em 1988, com residência e título em Ginecologia e Obstetrícia. Possui pós-graduação em Cirurgia do Prolapso Genital e Medicina Integrativa. É criadora do Método Golden Slim para emagrecimento e do Protocolo Lipoless para tratamento do lipedema. Estudiosa de hormonologia e longevidade, atua com foco em saúde integral da mulher. 

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