Neurocirurgião – Posts de Sáude https://postsdesaude.com.br Tue, 10 Mar 2026 14:59:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://postsdesaude.com.br/wp-content/uploads/2026/01/cropped-WhatsApp-Image-2025-12-27-at-14.40.14-1-32x32.png Neurocirurgião – Posts de Sáude https://postsdesaude.com.br 32 32 Dor lombar: causas e cuidados essenciais https://postsdesaude.com.br/2026/03/dor-lombar-causas-e-cuidados-essenciais/ https://postsdesaude.com.br/2026/03/dor-lombar-causas-e-cuidados-essenciais/#respond Fri, 06 Mar 2026 14:58:28 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=272 A dor lombar é uma condição extremamente comum e uma das principais causas de limitação funcional no mundo. Vai muito além de um simples desconforto passageiro: na prática clínica, é frequente acompanhar pacientes que convivem com dor nas costas por semanas, meses ou até anos, impactando diretamente o trabalho, o sono, o humor e a qualidade de vida.

Isso acontece porque a dor lombar é multifatorial. Ela pode envolver alterações musculares, desgaste das articulações da coluna, problemas nos discos intervertebrais, excesso de peso, postura inadequada e até fatores emocionais, exigindo uma abordagem médica individualizada e baseada em diagnóstico preciso.

Por que a dor lombar é tão frequente?

Desde que o ser humano passou a andar sobre dois pés, a coluna passou a sofrer constantemente os efeitos da gravidade. Ao longo da vida, essa sobrecarga diária, associada ao envelhecimento natural, favorece o desgaste das estruturas da coluna lombar.

Além disso, o estilo de vida moderno — com longos períodos sentado, sedentarismo, excesso de peso e estresse — contribui para o aumento da incidência de dores na região lombar, tornando essa uma das queixas mais comuns nos consultórios médicos.

Principais causas da dor lombar

As dores lombares podem ter diferentes origens. As mais comuns incluem:

          •         Dores musculares, geralmente relacionadas a esforço físico, má postura ou sedentarismo;

          •         Degeneração dos discos e articulações, processo natural do envelhecimento;

          •         Hérnia de disco, quando há compressão de raízes nervosas;

          •         Alterações posturais, no trabalho, no uso do celular ou durante o sono;

          •         Excesso de peso, que aumenta a carga sobre a coluna;

          •         Fatores emocionais, como ansiedade e estresse, que amplificam a percepção da dor.

Na maioria dos casos, a dor melhora espontaneamente em poucos dias. No entanto, quando persiste por mais de três semanas, passa a ser considerada dor crônica e precisa ser investigada.

Dor lombar crônica: quando investigar?

A persistência da dor é um sinal de alerta. A investigação médica é fundamental quando surgem sintomas como:

          •         Dor contínua ou progressiva;

          •         Irradiação para pernas ou glúteos;

          •         Formigamento, dormência ou perda de força;

          •         Dificuldade para caminhar ou manter o equilíbrio;

          •         Alterações urinárias ou intestinais.

Esses sinais podem indicar compressão neurológica e exigem avaliação especializada para evitar sequelas permanentes.

Diagnóstico correto faz toda a diferença

O tratamento eficaz da dor lombar começa com um diagnóstico bem estabelecido. A avaliação clínica detalhada, associada a exames de imagem quando necessários, permite identificar a origem da dor e definir a melhor estratégia terapêutica.

É importante reforçar que a grande maioria dos casos não exige cirurgia. Com orientação adequada, ajustes no estilo de vida e tratamento conservador bem conduzido, mais de 90% dos pacientes evoluem de forma satisfatória.

Cuidados essenciais no tratamento da dor lombar

O cuidado com a coluna deve ser global. Os principais pilares do tratamento incluem:

          •         Atividade física regular, com fortalecimento muscular e alongamento;

          •         Controle do peso corporal, reduzindo a sobrecarga na coluna;

          •         Correção postural, no trabalho e nas atividades diárias;

          •         Evitar automedicação, que pode mascarar sintomas importantes;

          •         Atenção à saúde emocional, já que fatores psicológicos influenciam diretamente a dor.

O engajamento do paciente é decisivo. Sem mudanças no estilo de vida, mesmo os tratamentos mais modernos tendem a falhar.

Quando a cirurgia é indicada?

A cirurgia é reservada para casos específicos, principalmente quando há déficits neurológicos, dor incapacitante persistente ou falha do tratamento conservador. As técnicas cirúrgicas evoluíram muito nos últimos anos, tornando os procedimentos mais seguros e precisos, desde que bem indicados e realizados no momento adequado.

Cuidar da coluna é investir em qualidade de vida

A dor lombar não deve ser ignorada nem normalizada. Quanto mais cedo o diagnóstico é feito e o tratamento iniciado, maiores são as chances de recuperação completa e menor o risco de cronificação ou sequelas.

Cuidar da coluna é cuidar da autonomia, da mobilidade e do bem-estar ao longo da vida. Informação, acompanhamento médico e hábitos saudáveis são os principais aliados para manter a saúde da coluna e viver com mais qualidade.

Dr. Mateus Tomaz – Neurocirurgião

Médico com ampla experiência em cirurgia minimamente invasiva da coluna, com destaque para a Cirurgia Endoscópica, que oferece recuperação rápida e menor impacto ao paciente. Membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e mestre em Ciências da Saúde, dedica-se à pesquisa em escalas funcionais aplicadas à neurocirurgia. Une ciência, técnica e cuidado humanizado para restaurar qualidade de vida.

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Dor Crônica: Quando os Medicamentos Já Não Bastam https://postsdesaude.com.br/2026/01/dor-cronica-quando-os-medicamentos-ja-nao-bastam/ Tue, 06 Jan 2026 22:24:30 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=152 Por Dr. Luiz SeveroNeurocirurgião

A dor crônica, definida como aquela que persiste por mais de três meses, tornou-se uma das principais causas de incapacidade no mundo. Embora muitas vezes tratada apenas como um sintoma, hoje se sabe que, quando persiste, ela deixa de ser um problema localizado e passa a envolver o próprio sistema nervoso. Pacientes que chegam aos consultórios com a pergunta “Por que a dor não vai embora?” revelam a complexidade desse quadro: em muitos casos, os remédios não são suficientes porque não conseguem reverter as alterações cerebrais envolvidas no processo.

Esse fenômeno, chamado sensibilização central, faz com que o cérebro e a medula espinhal entrem em estado de hiperexcitabilidade, reagindo de forma exagerada a estímulos mínimos — e até mesmo na ausência de estímulos. Assim, o tratamento medicamentoso alivia, mas não reprograma o sistema nervoso que sustenta a dor. O impacto é amplo: sono prejudicado, alterações de humor, perda de produtividade, limitações físicas e desgaste emocional. Lombalgias, cefaleias, dores articulares, fibromialgia e dores neuropáticas estão entre os quadros mais frequentes, todos marcados por sofrimento silencioso.

A boa notícia é que a medicina da dor evoluiu. Novas tecnologias e abordagens baseadas em neurociência permitem ir além do controle sintomático. Métodos de neuromodulação — como estimulação vagal, microcorrentes e estimulação transcraniana — atuam diretamente nos circuitos neurais, reduzindo fadiga e melhorando sono e humor. A fotobiomodulação, com LED e laser de alta potência, modula inflamação e acelera reparo tecidual. Ondas de choque (ESWT), terapias regenerativas como PRP e ozonioterapia e tecnologias como o SIS promovem regeneração e analgesia profunda.

Ao lado desses recursos, terapias integrativas reforçam a abordagem moderna: acupuntura, liberação miofascial, Pilates clínico, mindfulness e fitoterapia ajudam a regular o eixo neuroendócrino e a reduzir o estado permanente de alerta do organismo. A ciência confirma que corpo, mente e emoções participam conjuntamente da experiência da dor — e precisam ser tratados em conjunto.

A medicina do futuro, já presente nos centros especializados, une tecnologia, neurociência e cuidado humano para restaurar o equilíbrio do sistema nervoso e devolver ao paciente aquilo que a dor crônica tirou: autonomia, bem-estar e qualidade de vida. Porque viver com dor não é destino — e o alívio é possível quando se olha além dos remédios e compreende a dor em sua profundidade.

Dr. Luiz Severo – Neurocirurgião
Doutor em Neurocirurgia, é professor, escritor e palestrante, além de coordenador do Centro Paraibano de Dor (CEPDOR) e do Centro de Neuromodulação Neuroequilibrium. Reconhecido em Campina Grande e Recife por sua atuação em neurocirurgia funcional, dor e inovação em medicina neurológica, dedica-se a oferecer tratamentos avançados e de alta precisão.

Contatos: @drluizsevero.neurocirurgia.dor | www.drluizsevero.com.br

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Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna: avanços, indicações e como a tecnologia tem redefinido a recuperação dos pacientes https://postsdesaude.com.br/2026/01/cirurgia-minimamente-invasiva-da-coluna-avancos-indicacoes-e-como-a-tecnologia-tem-redefinido-a-recuperacao-dos-pacientes/ Tue, 06 Jan 2026 20:26:13 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=81 Por Dr. Mateus TomazNeurocirurgião

As cirurgias minimamente invasivas da coluna representam um dos maiores avanços da Neurocirurgia moderna. Diferentemente das técnicas tradicionais — marcadas por grandes incisões e ampla manipulação muscular —, essa abordagem utiliza cortes pequenos e preserva ao máximo os tecidos musculares, ligamentares e ósseos. O resultado é uma resposta inflamatória menor, menos dor e um retorno significativamente mais rápido às atividades do dia a dia.

Entre as condições mais tratadas com essa técnica estão hérnias de disco, estenose do canal lombar, artrose facetária, sinovite e cistos sinoviais, além de outras patologias degenerativas e compressivas. A indicação sempre é individualizada e depende da intensidade da dor, da presença de déficits neurológicos, dos exames de imagem e da resposta ao tratamento conservador. Cada caso é avaliado com precisão para garantir que a abordagem minimamente invasiva seja realmente a mais adequada.

Os benefícios são claros: menos dor pós-operatória, menor risco de complicações como infecção e sangramento, cicatrização mais rápida e permanência hospitalar reduzida. Em muitos casos, o retorno às atividades habituais ocorre antes do observado em cirurgias abertas, o que tem ampliado a busca por esse tipo de intervenção.

A tecnologia tem sido protagonista nessa evolução. Microscópios de alta resolução, sistemas de endoscopia avançada, câmeras de definição superior e plataformas de navegação 3D permitem ao cirurgião mapear a coluna em tempo real, operar com precisão milimétrica e acessar regiões antes possíveis apenas com grandes incisões. Quanto maior a precisão tecnológica, maior a segurança e menor o trauma gerado ao paciente.

No pós-operatório, a recuperação depende de um conjunto de cuidados: higienização correta da ferida operatória, postura adequada ao se sentar e levantar, restrição de peso nas primeiras semanas e retorno clínico no prazo indicado. Fisioterapia e exercícios orientados complementam a reabilitação. Para o especialista, fatores como adesão às orientações médicas, hábitos saudáveis e fortalecimento muscular são decisivos para um resultado bem-sucedido.

Com menos dor, mais segurança e uma recuperação mais rápida, a cirurgia minimamente invasiva da coluna consolida-se como um caminho eficiente — e cada vez mais acessível — para quem busca qualidade de vida e retomada plena da rotina.

Dr. Mateus Tomaz Neurocirurgião

Médico com ampla experiência em cirurgia minimamente invasiva da coluna, com destaque para a Cirurgia Endoscópica, que oferece recuperação rápida e menor impacto ao paciente. Membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e mestre em Ciências da Saúde, dedica-se à pesquisa em escalas funcionais aplicadas à neurocirurgia. Une ciência, técnica e cuidado humanizado para restaurar qualidade de vida

Contato:

@dr.mateustomazneuro.

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