Psicóloga – Posts de Sáude https://postsdesaude.com.br Tue, 10 Mar 2026 14:57:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://postsdesaude.com.br/wp-content/uploads/2026/01/cropped-WhatsApp-Image-2025-12-27-at-14.40.14-1-32x32.png Psicóloga – Posts de Sáude https://postsdesaude.com.br 32 32 O que você vai ser quando seu filho crescer? https://postsdesaude.com.br/2026/03/o-que-voce-vai-ser-quando-seu-filho-crescer/ https://postsdesaude.com.br/2026/03/o-que-voce-vai-ser-quando-seu-filho-crescer/#respond Tue, 10 Mar 2026 14:57:44 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=288 Reflexões sobre o papel da família e a maturidade emocional

Estamos acostumados a perguntar às crianças: “O que você vai ser quando crescer?” Mas, raramente, fazemos a nós mesmos a pergunta inversa: o que eu vou ser quando meu filho crescer?

Essa inversão muda tudo. Ela nos convida a olhar para além da função parental e refletir sobre identidade, propósito e autonomia.

Ao longo da vida, muitos pais organizam seus projetos, rotinas e sonhos em função dos filhos. É natural que seja assim em grande parte do tempo. Cuidar, orientar, proteger e acompanhar o desenvolvimento deles é uma das experiências mais intensas da vida adulta. No entanto, quando toda a identidade fica restrita a esse papel, a saída dos filhos de casa pode gerar sentimentos profundos de esvaziamento.

Crescer é saudável — para todos

Os filhos precisam crescer, buscar autonomia, construir seus caminhos, estabelecer vínculos e fazer escolhas. Isso não representa abandono, nem desamor. Representa desenvolvimento.

O sofrimento costuma surgir, quando os pais não se prepararam emocionalmente para essa fase. Quando todos os propósitos foram direcionados exclusivamente à criação dos filhos, a sensação pode ser de perda de função, como se algo essencial tivesse terminado.

Mas a parentalidade não termina. Apenas se transforma.

Sempre seremos pai ou mãe daquela pessoa. O vínculo permanece. O que muda é a dinâmica da relação.

Amor não é aprisionamento

Um ponto fundamental dessa reflexão é compreender que amor não significa posse. Alguns pais, projetam nos filhos seus desejos não realizados, frustrações, esperando que esse filho, realize por ele. Assim, transferir para os filhos a responsabilidade por sua “felicidade” é um movimento desadaptado, do ponto de vista emocional. Atenção a isso!

Frase como “eu me doei a você” ou atitudes que podem gerar culpa no filho, revelam uma dificuldade interna de ressignificação no pai e\ou na mãe. A superproteção, muitas vezes, vista como excesso de cuidado, pode se tornar uma forma de manter o outro dependente e, até “aprisionado”. Isso não fortalece o vínculo. Ao contrário, cria tensão, rivalidade e sofrimento.

O amor saudável, prepara o filho para voar, enquanto o amor adoecido, temendo o voo, corta-lhe as asas e todos, ficam aprisionados numa bolha.

Ressignificar é amadurecer

Quando os filhos seguem seus caminhos, abre-se um espaço importante para que os pais retomem a própria jornada. Projetos adiados não foram, necessariamente, esquecidos e podem ser revisitados. Aproveite o “enfim sós, outra vez”.

Ressignificar o papel envolve:

  • Retomar interesses pessoais;
  • Investir em novos aprendizados;
  • Reacender a conjugalidade;
  • Fortalecer amizades;
  • Redescobrir prazeres, simples até.

A vida a dois, muitas vezes, colocada em segundo plano durante anos, pode ganhar novo significado. O tempo que antes era dedicado, exclusivamente, à rotina parental, pode ser transformado em oportunidades de crescimento individual e conjugal, sobretudo.

Autoconhecimento como caminho   

A psicoterapia constitui um espaço privilegiado para esse processo de elaboração. Ao voltar o olhar para si mesma, a pessoa pode reconhecer seus vazios, compreender suas expectativas e identificar suas necessidades mais autênticas. Nesse movimento de autoconhecimento, torna-se possível reconstruir a própria identidade para além dos papéis parentais, resgatando dimensões do sujeito que muitas vezes ficaram em segundo plano diante das exigências da maternidade ou da paternidade.

E quando os pais se permitem crescer, os filhos também se sentem mais livres.

Família é vínculo, não dependência

Refletir sobre “o que você vai ser quando seu filho crescer?” não diminui a importância da família. Pelo contrário. Fortalece-a.

Uma família saudável é aquela em que há afeto, mas também autonomia. União, mas também individualidade. Amor, mas também liberdade.

Ser pai ou mãe é uma dimensão importante da vida, mas não esgota quem você é como pessoa.

E talvez o verdadeiro amadurecimento esteja em reconhecer que, assim como seus filhos, você também pode e deve continuar crescendo.

Dra. Joana d’Arc Sakai – Psicóloga

Doutora, Mestra em Psicologia pela USP, com especialização em Psicanálise de crianças e adolescentes. Atua em atendimentos clínicos e assessoria educacional, além de palestrar sobre Psicologia, Educação e desenvolvimento da mulher, com forte presença em instituições de ensino e no meio corporativo. Escritora.

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Seletividade alimentar infantil: por que a equipe multidisciplinar faz toda a diferença https://postsdesaude.com.br/2026/03/seletividade-alimentar-infantil-por-que-a-equipe-multidisciplinar-faz-toda-a-diferenca/ Fri, 06 Mar 2026 14:54:08 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=260 A seletividade alimentar infantil é uma queixa frequente nos consultórios e costuma gerar grande angústia nas famílias. Recusa constante de alimentos, repertório alimentar restrito, dificuldade com texturas, cheiros ou consistências e episódios de choro ou engasgo durante as refeições são sinais que não devem ser ignorados, especialmente quando impactam o crescimento e o desenvolvimento da criança.

Esse quadro é ainda mais comum em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A seletividade alimentar, nesses casos, não é uma simples preferência ou “fase”, mas uma condição multifatorial que envolve aspectos comportamentais, sensoriais e motores.

Seletividade alimentar vai além da escolha

Muitos pais acreditam que a criança não come porque “não gosta” ou porque é resistente a experimentar novos alimentos. No entanto, em grande parte dos casos, a dificuldade está relacionada à forma como o corpo e o cérebro da criança processam os estímulos.

A rigidez comportamental, comum em crianças com autismo, pode dificultar a aceitação de mudanças no prato. Além disso, questões sensoriais fazem com que determinadas texturas, temperaturas ou odores sejam extremamente desconfortáveis. Há ainda situações em que a criança apresenta dificuldades na mastigação ou na deglutição, tornando o ato de comer um verdadeiro desafio.

Por isso, insistir ou forçar a alimentação não resolve o problema e pode gerar ainda mais aversão.

Por que a equipe multidisciplinar é essencial?

O tratamento eficaz da seletividade alimentar infantil exige uma abordagem multidisciplinar, na qual diferentes profissionais atuam de forma integrada, cada um olhando para um aspecto específico da dificuldade da criança.

A psicologia tem papel fundamental na compreensão do comportamento alimentar, da rigidez, da ansiedade e das respostas emocionais da criança diante do alimento. A terapia ocupacional atua na parte sensorial, ajudando a criança a tolerar e explorar diferentes texturas, cheiros e sensações. A nutrição trabalha o aumento do repertório alimentar e a adequação nutricional, enquanto a fonoaudiologia avalia e trata questões relacionadas à mastigação, deglutição e motricidade orofacial.

Quando esses profissionais atuam juntos, o tratamento se torna mais eficiente, seguro e respeitoso com as limitações e o ritmo da criança.

O ambiente familiar também faz parte do tratamento

A seletividade alimentar não é tratada apenas no consultório. A rotina da família, os hábitos à mesa e a forma como os alimentos são oferecidos têm impacto direto no sucesso do tratamento.

Orientações parentais fazem parte do processo terapêutico. Comer sem distrações, como televisão ou celular, manter uma postura adequada durante as refeições e oferecer alimentos que façam parte da rotina da família são medidas simples, mas fundamentais. A criança precisa entender que o momento da refeição é um espaço de aprendizado, segurança e previsibilidade.

Quando buscar ajuda especializada?

Os sinais de seletividade alimentar podem surgir ainda na introdução alimentar. Bebês que choram ao tocar o alimento, que vomitam, engasgam com frequência ou rejeitam de forma intensa determinadas consistências já demonstram sinais de alerta.

É importante diferenciar preferência alimentar de seletividade alimentar. Nem toda recusa indica um transtorno. A seletividade se caracteriza quando a criança não consegue experimentar, apresenta sofrimento intenso ou reações físicas e emocionais desproporcionais diante do alimento.

Quanto mais precoce for a avaliação, maiores são as chances de ampliar o repertório alimentar e evitar prejuízos nutricionais e comportamentais a longo prazo.

Alimentação impacta o desenvolvimento como um todo

A alimentação está diretamente relacionada ao desenvolvimento físico, cognitivo e emocional da criança. Uma nutrição inadequada pode afetar a atenção, a aprendizagem, o crescimento e até o comportamento.

Por isso, tratar a seletividade alimentar infantil de forma precoce e com uma equipe especializada, especialmente no cuidado de crianças com autismo, é um investimento na saúde e na qualidade de vida da criança e de toda a família.

A seletividade alimentar tem tratamento, e ele começa com informação, acolhimento e um olhar multidisciplinar. Cada criança é única — e o cuidado também precisa ser.

Dra. Camila Lessa – Psicóloga

Especializada em autismo e equipe multiprofissional pelo Albert Einstein e possui certificação em Seletividade Alimentar por Madrid, além de pós-graduação em Análise do Comportamento. Referência no atendimento a pessoas no espectro, é coautora de Autismo: Uma Jornada Consciente e autora de Autismo: Muito Além do Diagnóstico, unindo técnica e sensibilidade no cuidado às famílias.

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Acolhimento, vínculo e ciência: a base para um desenvolvimento infantil verdadeiramente eficaz https://postsdesaude.com.br/2026/01/acolhimento-vinculo-e-ciencia-a-base-para-um-desenvolvimento-infantil-verdadeiramente-eficaz/ Tue, 06 Jan 2026 21:23:35 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=113 Por Dra. Camila LessaPsicóloga

O cuidado infantil exige muito mais do que técnicas estruturadas: requer acolhimento verdadeiro. Embora as práticas baseadas em evidências ofereçam ao profissional ferramentas para escolher estratégias eficazes, prever resultados e monitorar o progresso, é o vínculo afetivo que dá significado a todo o processo terapêutico. Segundo especialistas, a criança só responde bem aos estímulos quando se sente segura — e essa segurança nasce do vínculo estabelecido com quem cuida, seja família, seja terapeuta.

Entre os modelos de intervenção precoce mais estudados, o Denver/ESDM (Early Start Denver Model) se destaca por integrar neurodesenvolvimento, análise comportamental e aprendizagem social. Ele faz parte do grupo de abordagens ABA Naturalistas (NDBI), apoiadas por um grande volume de pesquisas científicas. Diferentemente de métodos rígidos, essas intervenções acontecem dentro das rotinas quotidianas — banho, alimentação, troca de roupa, brincadeiras no sofá — transformando momentos simples em oportunidades de desenvolvimento.

Outro ponto central é que, nesse modelo, o afeto não é apenas bem-vindo: ele potencializa a intervenção. A presença amorosa da família torna os reforçadores naturais mais potentes que qualquer recompensa artificial, além de melhorar a motivação da criança e favorecer a generalização das habilidades para diferentes contextos.

A ciência é clara: o ambiente familiar e a qualidade do vínculo são determinantes para o impacto real e duradouro das terapias. Enquanto o profissional participa de algumas horas semanais do tratamento, a família está presente todos os dias, influenciando diretamente o cérebro, o comportamento e a capacidade da criança de se engajar com o mundo.

Um dos mitos mais comuns no desenvolvimento infantil — “cada criança tem seu tempo” — pode atrasar diagnósticos importantes. Embora cada criança tenha seu ritmo, existem marcos esperados e sinais de alerta que não devem ser ignorados. Adiar uma avaliação pode impedir a intervenção precoce, justamente a mais eficaz. Além disso, muitas famílias acabam se sentindo culpadas por “esperar demais”.

A combinação entre ciência, acolhimento e participação familiar contínua constitui o caminho mais seguro para promover um desenvolvimento saudável e transformar o presente e o futuro da criança.

Dra. Camila Lessa Psicóloga

especializada em autismo, atua em equipe multiprofissional e possui certificação em Seletividade Alimentar por Madrid, além de pós-graduação em Análise do Comportamento. Referência no atendimento a pessoas no espectro, é coautora de Autismo: Uma Jornada Consciente e autora de Autismo: Muito Além do Diagnóstico, unindo técnica e sensibilidade no cuidado às famílias.

Contatos:

@cah_lessa

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Saúde Mental e Hiperexposição: os Efeitos da Vida Online na Autoestima https://postsdesaude.com.br/2026/01/saude-mental-e-hiperexposicao-os-efeitos-da-vida-online-na-autoestima/ Tue, 06 Jan 2026 21:21:08 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=109 Por: Dra. Elisa PereiraPsicóloga Clínica

Na era em que a vida acontece diante das telas, a hiperexposição nas redes sociais tem moldado a forma como as pessoas enxergam a si mesmas. Segundo a Dra. Elisa Pereira, a experiência digital funciona como um “espelho distorcido”: a identidade passa a ser construída pela aparência e pela performance, e não pela essência. Curtidas, comentários e views tornam-se indicadores de valor pessoal, enquanto a comparação constante com vidas editadas alimenta a sensação de inadequação. O resultado é uma autoestima fragmentada, baseada mais no desejo de parecer do que na realidade de ser.

Esse cenário intensifica comportamentos preocupantes que servem de alerta para o impacto do uso excessivo das redes na saúde mental. Entre os sinais mais comuns estão ansiedade ao postar, irritação quando o conteúdo não engaja, queda de humor ao acompanhar a vida dos outros, insônia causada pelo uso prolongado, dificuldade de foco e dependência emocional do celular como fonte de alívio. Para a especialista, a regra é clara: se a pessoa se sente pior emocionalmente depois de usar as redes, é porque algo está fora do eixo.

Diferenciar o uso saudável da internet de um padrão de dependência é essencial. Enquanto a relação equilibrada tem limites, não interfere no sono, não prejudica relações e permite ficar offline sem sofrimento, a dependência se revela pelo controle emocional exercido pelas redes — a compulsão por notificações, o medo de “ficar de fora”, a dificuldade de pausa e uma vida offline cada vez mais empobrecida. “A grande pergunta é: quem controla quem?”, destaca a Dra. Elisa.

Para reduzir o impacto da comparação e da pressão por performance, existem estratégias práticas e acessíveis. Entre elas: limpar o feed e silenciar conteúdos que adoecem, estabelecer horários para uso das redes, realizar atividades sem celular, postar com propósito e não por ansiedade, consumir menos idealizações editadas, criar rituais de pausa e proteger vulnerabilidades para evitar exposição excessiva. Lembrar que “o Instagram é marketing pessoal, não vida real” é um passo decisivo para reconstruir o senso de realidade.

O papel da família e dos profissionais de saúde também é fundamental. No ambiente familiar, atitudes como estabelecer rotinas equilibradas, conversar sobre o que é real ou performado, criar espaços livres de telas e dar o exemplo fazem diferença — especialmente com crianças e adolescentes. Já os profissionais de saúde ajudam a identificar sinais de dependência digital, orientar limites, educar sobre os efeitos da dopamina e apoiar a construção de uma relação mais consciente com o mundo online. Quando família, escola e especialistas atuam juntos, a prevenção e o cuidado tornam-se muito mais eficazes.

Dra. Elisa Maria Scognamiglio PereiraPsicóloga Clínica
Com mais de 20 anos de experiência no atendimento de adultos, adolescentes e grupos. Especialista em Psicoterapia Corporal e Análise do Caráter, também atua com mentoria de casais, unindo técnica e sensibilidade na prática terapêutica. Palestrante ativa, promove fortalecimento emocional, autoconhecimento e qualidade de vida.

Contato:

 @psicologa.elisapereira

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Presentes de Natal e Dependência Digital: como a tecnologia pode virar risco — e o que fazer para proteger as crianças https://postsdesaude.com.br/2026/01/presentes-de-natal-e-dependencia-digital-como-a-tecnologia-pode-virar-risco-e-o-que-fazer-para-proteger-as-criancas/ Tue, 06 Jan 2026 21:16:10 +0000 https://postsdesaude.com.br/?p=101 Por Dra. Joana d’Arc SakaiPsicóloga

Com a chegada do Natal, tablets, celulares e videogames voltam ao topo da lista de presentes desejados por crianças e adolescentes. Mas apesar de encantarem pela interatividade e variedade de conteúdos, esses dispositivos podem favorecer o desenvolvimento de dependência digital. Segundo a psicóloga Dra. Joana d’Arc Sakai, isso ocorre porque as telas ativam áreas de recompensa do cérebro, estimulando prazer imediato e comportamentos impulsivos. Nas crianças — cujo córtex pré-frontal ainda está em formação — o risco é ainda maior, já que essa região é responsável pelo controle emocional, planejamento e organização.

Os sinais de alerta começam cedo: irritabilidade, explosões de raiva, choro excessivo quando o dispositivo é retirado, queda no rendimento escolar, dificuldade de foco e problemas de sono. Quando brincadeiras tradicionais deixam de ser atrativas e o famoso “só mais um pouquinho” vira rotina, a tela já ocupa um papel central na regulação emocional da criança — e isso exige atenção imediata dos pais.

Para evitar que o presente de Natal se transforme em gatilho para dependência, a psicóloga recomenda estabelecer regras claras desde o primeiro dia: horários definidos, locais de uso, limite de tempo, conteúdos autorizados e consequências para o descumprimento. A supervisão é essencial, assim como o bom exemplo: “A tela não pode ser usada como babá. A criança aprende mais pelo que vê do que pelo que ouve”, reforça.

A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta zero telas até os 2 anos e uso limitado e supervisionado até os 12. A introdução de dispositivos pessoais deve respeitar a maturidade emocional e a rotina familiar, evitando o uso noturno e refeições com telas.

Para quem quer fugir dos eletrônicos, há inúmeras opções de presentes que estimulam criatividade, autonomia e vínculos afetivos: tintas, massinhas, blocos de montar, instrumentos musicais, jogos de tabuleiro, livros, bicicletas, patins e atividades culturais. Esses recursos favorecem habilidades cognitivas, emocionais e motoras que nenhuma tela consegue oferecer na mesma medida.

Se após o Natal surgirem sinais de desregulação — irritação intensa, dependência, isolamento ou mudanças bruscas de comportamento — os pais devem agir rápido: reduzir o tempo de uso, retirar o aparelho do quarto, aumentar atividades ao ar livre e reforçar a presença afetiva. Em casos de grande resistência, birras ou agressividade, é recomendada uma pausa total por alguns dias.

Como reforça Dra. Joana d’Arc Sakai, o risco não está na tecnologia em si, mas no uso que se faz dela. Com supervisão ativa, limites firmes e uma rotina equilibrada, é possível garantir que o presente de Natal seja fonte de alegria — e não de dependência.

Dra. Joana d’Arc Sakai Psicóloga clínica e escolar

 Doutora e Mestra em Psicologia pela USP, possui especialização em Psicanálise de crianças e adolescentes. Atua com psicopedagogia, atendimentos clínicos e assessoria educacional, além de palestrar sobre Psicologia, Educação e desenvolvimento da mulher, com forte presença no meio corporativo.

Contatos:

@sakaipsicologia

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